22 fevereiro 2007


Marcelo Leite interpreta Noel Rosa e Cartola


Ao longo de sua carreira, o flautista Marcelo Leite fez apresentações em festivais de música em Fortaleza, em outras capitais brasileiras e em países da Europa. Marcelo Leite resolveu montar um repertório baseado na obra de dois dos mais importantes compositores brasileiros de todos os tempos, Noel Rosa e Cartola, tocando seus sambas e contado passagens das histórias de ambos.
Dias 25 de fevereiro, às 18h, no Auditório do Dragão do Mar.

Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia).

06 fevereiro 2007

MARACATU SOLAR

Sem lamê, sem lamentoO mais novo maracatu da cidade recupera a tradição dos anos 40 - um batuque rápido e certeiro. À frente, o maestro Descartes Gadelha, comandando a percussão. Os ensaios, abertos ao público, acontecem às terças, quartas e sábados na sede da ONG Solar

O som do ferro e do couro percutido do maracatu Solar pede passagem na avenida. À frente, comandando a massa, o artista plástico e músico Descartes Gadelha, responsável por inovações rítmicas do maracatu Nação Baobab, criado nos anos 90, e que influenciou outras agremiações. Os ensaios acontecem às terças, quartas e sábados no casarão que sedia a ONG Solar, ali na avenida da Universidade, quase em frente a Adufc - Associação dos Docentes da UFC. A Associação Cultural Solidariedade e Arte - Solar nasceu há menos de dois anos. Precisamente "um ano e oito meses, que a gente resolveu fazer esta experiência", conta o presidente, músico Pingo de Fortaleza. A casa, portas abertas a outras manifestações culturais. Vai abrigar, diz Pingo, uma oficina de bonecos ministrada por Babi Guedes, oficina e publicação de cordéis (já saiu um, O encontro de Mário Gomes com a alma de Zé Limeira, de Jair Moraes), e apoia o teatro, a exemplo do espetáculo do grupo Cavaleiros da Dama Pobreza. Além de Pingo, a ONG Solar tem ainda a livreira Mileide Flores (vice presidente), o poeta Alan Mendonça, o Amarildo (dono da loja Nordestinados), a coralista Tieta Pontes, o músico Wilton Matos, os batuqueiros da Caravana Cultural, o pessoal do Movimento Bacurim, Tembiú e Movimento Crítica Radical, o dramaturgo Ghil Brandão, a diretora do Theatro José de Alencar - Elisa Gunther, a arte-educadora Gislene Andrade, o músico Juliano Smith, a Regina Elizabeth, irmã do Pingo, Calé Alencar e Dilson Pinheiro... "São muitas pessoas mesmo", reforça Pingo.

A ONG Solar, vai explicando o presidente, reuniu "várias pessoas que já vinham desenvolvendo trabalhos coletivos na área da cultura e da cidadania". Entre as ações implementadas pela Solar estão a produção de eventos, como o Festival de Música da Meruoca e o de Icapuí, de "discos de outros colegas", e fez um mapeamento cultural da cidade. "Minha passagem pela Funcet foi uma aprendizagem", diz Pingo, que trabalhou seis meses no órgão de cultura municipal. "Saí com um compromisso maior e também entendi os limites do setor estatal. No terceiro setor, temos mais liberdade", reforça. Um dos objetivos da Solar é, explica Pingo, "dar encaminhamento à produção cultural com uma ação mais objetiva. A gente percebeu que precisava aglutinar mais gente numa dinâmica artística. E as coisas começaram a acontecer".

Uma das ações da Solar é o fortalecimento dos maracatus. "No Solar, fazemos o que não podemos fazer no Az de Ouro, que tem um compromisso com a tradição, e de quem somos filhos", diz Pingo, que chamou o incansável Descartes Gadelha para dar o tom e o toque da novíssima agremiação, a partir de uma pesquisa com ritmos da década de 40, um "batuque com muita liberdade de expressão", reforça Pingo. Sete da noite, enquanto Descartes Gadelha não chega para o ensaio, na cozinha do casarão - também barracão do Solar - a rainha do maracatu, atriz Eugênia Nogueira, conversa com o figurinista, animadíssimo com as compras que acabou de fazer. "Querida, fiz uma coisa bem prática, não sei se você vai gostar...", diz Jander Mendes, o Magaiver, enquanto abre a sacola com muitos cortes de tecidos em que o amarelo domina. "Uns panos bem afro, para as negras", fala Magaiver, arrematando: "Tudo na avenida tem que ser muito vistoso". Rapidinho, o criativo Magaiver veste Eugênia, enrola uns panos em seu corpo, improvisa um turbante com uma esteirinha de palha. Ficou incrível. Os recursos minguados exigem de contrapartida muita criatividade. Pois é o que se verá.

Lá no quintal, ventilado, é que acontecem os ensaios, propriamente. Chegando em cima da hora, Elisa Gunther. "Já saí no Az de Ouro e um ano no Nação Iracema. Mas, em 2007, vou de maracatu Solar. Eu nunca tinha vivido esta coisa da construção, do conjunto. De ver o maracatu nascer e crescer em cada ensaio. É um lindo trabalho coletivo, todo mundo contribuindo. Esta é a função principal da cultura tradicional popular: não é só o espetáculo, é a vivência e a expressão da criação. E aqui, a gente está tendo esta oportunidade", diz Elisa, que trouxe dois sobrinhos para vivenciar este novinho maracatu.

Carregando sua alfaia, vem chegando o griô - como diz o Pingo (griôs são os mestres africanos responsáveis por contar a história de sua gente para as novas gerações). Sim, o griô do maracatu, claro, é Descartes Gadelha - ele quem criou uma das mais incríveis inovações do maracatu, a chocalheira do Nação Baobab. A loa do Solar leva a assinatura dele mais Pingo de Fortaleza, Wilton Matos, Alan Mendonça e Inês Mapurunga. Para cantá-la na Domingos Olímpio, Pingo, Inês, Jordie Guedes, Wilton Matos e Marcvs Brito. Descartes Gadelha diz que inovação será esta. "Orson Welles gravou o maracatu do Raimundo Feitosa, o Raimundo Boca Aberta, quando esteve em Fortaleza, nos anos 40, para filmar It´s All True. É uma maravilha! O maracatu era lindo, alegre, pra cima, com seu batuque índio-africano. As bases da música do Ceará estão nas células rítmicas daquela gravação. Chorei, quando ouvi a voz do meu querido e velho amigo Raimundo. Escutei uma semana, e organizei a partitura".

Quer dizer então que nosso maracatu nem sempre teve esta batida lenta? "Uma coisa ruim, pra história do nosso carnaval, aconteceu em 1970, quando importamos, das escolas de samba do Rio de Janeiro, o vestuário luxuoso. O lamê, os paetês, os tecidos pesados, as armações pesadas das fantasias de luxo. E aí, abandonamos a leveza da chita por uma armação de ferro. O maracatu passou a ter este ar de procissão, solene, lento. A batida não era mais para acompanhar uma coreografia pulsante, mas para mostrar as fantasias, verdadeiros monumentos indançáveis. Daí nossa intenção de fazer um maracatu sem plumas e sem paetês. Sem lamê e sem lamento. Só alegria!". Pronto, o ensaio já vai começar. A moça que toca o xequerê, natural de São Paulo, espalha contentamento. "Adorei! Na minha terra não tem isso...". Ao lado dela, outros ritmistas, os tambores da Caravana Cultural, Pingo ao violão, puxando a loa, e o pulsar dos ferros poderosos - três triângulos, um chocalho grande, uma enxada sem o cabo.

A música é irresistível. Primeiro, os versos da loa, nua, só voz, e então, a um comando de Descartes Gadelha, o peso do batuque toma conta do quintal, a rainha evolui com seus panos coloridos e seu adereço leve de cabeça, o pessoal dança, homens, mulheres, crianças - um pai com sua filhinha ao colo se balança ao som acelerado do maracatu. Tudo muito bonito de ver e ouvir, na noite quase de lua cheia, o cheiro suave das flores cor de rosa da espirradeira (único verde do quintal cimentado), e as vozes em conjunto, cantando: "Na soleira do tempo/ eu, de chapéu de sol/ giro o vento, giro o mundo/ de batuque e farol". Quem resiste?

SERVIÇO

MARACATU SOLAR - ensaios na sede da ONG Solar: av. da Universidade, 2333 - quase em frente à Adufc. Terças e quartas, às 19h; sábados, a partir das 16h.

Blusas do Maracatu Solar

Compre a camisa do mais novo maracatu de Fortaleza: Maracatu SolarDesfile no Maracatu Solar na Av. Domingos Olimpio no dia 18, domingo de carnaval. Compre a blusa e venha maracatusambar!!

O desenho é uma obra de Descartes Gadelha

www.mirandacaru.fotoblog.uol.com.br/photo20070205004331.html

Apenas R$20,00 Vendas Limitadas

Compre pelo telefone( 085) 32261189 ou na sede do maracatu

fonte Jornal O Povo

01 fevereiro 2007

MUSEU DA CACHAÇA

Com mais de um século e meio de existência, a Ypióca é a própria história viva da indústria da cachaça no Ceará. Afinal, ela inaugurou, com grande festa, o mais completo museu da cachaça no mundo, localizado na primeira unidade fabril da Ypióca, em Maranguape, distante apenas 25 quilômetros de Fortaleza. Em sua chegada, você será recebido por um profissional que lhe abrirá as portas de um mundo espetacular, com moendas e máquinas antigas, incluindo o primeiro trator importado por empresa privada no Ceará, na década de 30.

Os freqüentadores já podem admirar o maior tonel de madeira do mundo, com capacidade para 374 mil litros, registrado no Guinnes Book.No entanto, a maior relíquia de todo o complexo é a Casa Grande, construída em estilo colonial em 1846.

Tonel de 374.000 litros

E o importante: todo esse valioso acervo histórico-cultural já faz parte de visitas regulares de escolas de primeiro e segundo graus de municípios vizinhos e de grupos de turistas, nacionais e internacionais, que comparam o Museu do Engenho às belezas naturais do Ceará.Para a Ypióca, preservar a história é tão importante quanto contribuir para a preservação do meio ambiente.

Horários, dúvidas e esclarecimentos: (085) 341.0407

VEJA MAIS... http://www.ypioca.com.br/port/principal.htm

30 janeiro 2007

Mais carnaval.....

MARACATU
O Maracatu é a mais tradicional dança dramática de origem afro- descendente presente na cultura do povo cearense, configurando um cortejo formado por baliza, porta-estandarte, índios brasileiros e nativos africanos, negras e baianas, negra da calunga, negra do incenso, balaieiro, casal de pretos velhos, pajens, tiradores de loas e batuqueiros, em reverência a uma rainha negra e sua corte real. No Ceará, o povo caboclo usa uma mistura de fuligem, talco, óleo infantil e vaselina em pasta para tingir o rosto de negro.

O ritmo do maracatu cearense é apresentado por um grupo de percussão no qual incluem-se caixas, utilizadas sem esteira para acentuar a batida grave, surdos, bumbos, ganzás, chocalhos e triângulos, também chamados de ferros, confeccionados com molas de transporte pesado, o que lhes confere um timbre característico e uma sonoridade acentuada, destacando-se dos demais instrumentos. O macumbeiro ou tirador de loas é quem canta as toadas, nas quais são geralmente enfocados temas ligados à cultura, à religião e à história da África e do Brasil.

SAIBA MAIS VISITANDO......http://www.batoque.com/fortaleza

Cortejos de Fevereiro

2 - Cortejo no Centro Dragão do Mar de Arte & Cultura - Projeto Tambores da Cidade - 20h3 - Batuque na Praia de Iracema - I Tambores Carnavalescos - 18h(Maracatu Nação Fortaleza e Batuqueiros da Caravana Cultural)

4, 10, 11 e 17 - Ensaios abertos no Ginásio Coberto do Colégio Dom Manuel da Silva Gomes (Rua Samuel Uchoa, 550 - Bom Futuro) - a partir das 18 H

18 - Cortejo no Carnaval de Rua em Fortaleza

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21 janeiro 2007


Pré Fortaleza
de 02 a 04 de fevereiro
09 a 11 de fevereiro

Guaramiranga
17 a 20 de fevereiro


Algumas atrações
Artur Menezes & Os Caras
Big Time Sarah
Derico
JJ Jackson
Carlinhos Ferreira
Dominguinhos
Eileina Williams
Egberto Gismont
Italo Almeida e Renno Saraiva
Jane Duboc
Torcuato Mariano
Oswaldinho do Acordeon............( vejam mais no site)

10 janeiro 2007


Estou de férias , meu blog aniversáriou e eu nem comemorei .... mas estarei de volta em breve !!!
beijos

27 dezembro 2006

Guardem o fôlego e venham pra Fortaleza !!!!!

programação ( uma parte ) das férias

15 dezembro 2006

Para quem está em Fortaleza ou ainda vem ... a programação é bem agitada , preparem o fôlego !!!!

*REIZADO BRINCANTES CORDÃO DO CAROÁ
http://brincantescordaodocaroa.blogspot.com/

Sairá em cortejo pelas ruas do Benfica a partir das 18hs nos dias:

24/12- simbolizando a busca da estrela marchando ao encontro do menino JESUS;
26/12- comemorando o nascimento de JESUS;
01/01/07 -Horário: 08:00 -Ano Bom. Quilombo em Juazeiro do Norte.
Local: Juazeiro do Norte.Estado: Ceará
Evento: Marcha pelas ruas de Juazeiro do Norte, saindo do bairro João Cabral.
06/01/07- dia de REIS;
Local de saída : sede do cordão do caroá , que fica no prédio de Ciências Sociais da UFC na rua Paulino Nogueira 315, Benfica, ao lado da Reitoria na Av da Universidade...
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*TEATRO JOSÉ DE ALENCAR

Dias 18, 19, 20, 21 e 22
Segunda a sexta
18h - Calçada do TJA
CANTOS DE NATAL
Todos os dias às 18h na Calçada do Theatro um Coral brinda os transeuntes com Cantos de Natal.
Gratuito

Dia 19 /12
20h - Jardins do Theatro
Lançamento DVD Sexta de Música – natura Musical
Com a participação Dr. Raiz, Vigna Vulgaris, Quinteto Agreste, Dona Zefinha, Cordão do Caroá, eletro Cactus, Willian Rodrigues, Consciência Armada.
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*CENTRO DRAGÃO DO MAR DE ARTE E CULTURA

Miudinho na versão batucada
Dia:16/12
Hora :9:00
O Projeto Miudinho convida o grupo Muita Samba Pela Frente para ensinar ao público infantil como e com o quê se faz uma batucada
Você já fez música com as panelas de sua casa? Quais os intrumentos de percussão você conhece? As perguntas são o mote da aula-show do Projeto Miudinho que acontece neste sábado, 16, às 9h, no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC). Nesta edição, o projeto de educação musical para crianças convida o grupo Muito Samba Pela Frente, formado por adolescentes moradores do Poço da Draga, comunidade situada próximo ao equipamento cultural, em Fortaleza.
Muito Samba Pela Frente formou-se a partir da oficina de percussão ministrada pelos instrumentistas Luizinho Duarte e Rossano Cavalcante no CDMAC, em fevereiro de 2005. Foram oferecidas aulas g ratuitas a 25 jovens que, com apenas uma semana de ensaio, já apresentaram repertório dedicado ao samba enredo nas comemorações carnavalescas do Dragão do Mar. Munidos de pandeiros, surdos e tamborins, o grupo se apresentou em forma de cortejo pelos espaços abertos do equipamento.
Para este ano, Luizinho Duarte explica que o repertório está variado e que outros instrumentistas compõem a apresentação. “Vamos mostrar o samba enredo, mas também a bossa nova, baião, choro. Também teremos as harmonias e melodias dos carnavais antigos com a participação de cantores e violonistas”. Lu Basile, coordenadora do Projeto Miudinho, acrescenta que esta edição tem caráter inusitado, porque trabalha a 'percussão corporal'. “Além de mostrar a variedade de sons e instrumentos percussivos, vamos tentar trabalhar com as crianças a percussão corporal, ensinando-as a produzir sons a partir de caixinhas de fósforos e panelas de cozinha”, revela a musicista.

Choro para Radamés
Dia : 23/12
Hora 20:00
Local : Teatro do Dragão do Mar
Grátis
Um espetáculo especial em homenagem ao compositor e instrumentista Radamés Gnattali. O grupo Gargalhada Choro Banda interpreta os choros que fizeram Gnattali ter sua importância reconhecida na evolução da música brasileira. O grupo traz um repertório com ênfase no choro e no samba, resultado de pesquisa a partir de peças de Ernesto Nazareth, choros menos populares de Pixinguinha, entre outras preciosidades do começo do século XX às modernas melodias de compositores como Paulinho da Viola, César Camargo Mariano, dentre outros.


Memorial da Cultura Cearense (MCC)
A exposição “Vaqueiros” , estruturada no MCC, transita pelo ambiente natural do vaqueiro utilizando recursos cenográficos, fotos e objetos do uso cotidiano deste personagem símbolo do sertão cearense. Ao andar pelas instalações, o visitante ainda apreende um pouco da história do sertão a partir da ocupação do território pela pecuária. Ainda no MCC, a mostra “As Admiráveis Belezas do Ceará” ou “O Desabusado Mundo da Cultura Popular”, descreve a fé do povo do Cariri. São peças de artistas cearenses que delineiam a religiosidade, a vida e até o clima dessa região. Painéis multifacetados e iluminação no ângulo exato garantem ao espectador uma verdadeira viagem ao Cariri. O Memorial da Cultura Cearense dignifica seus espaços com obras de artistas regionais, valorizando e elevando a auto-estima do artesão cearense.

Serviço: as visitas acontecem de terça a domingo, das 14h às 20h30.
Os ingressos custam R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia). No domingo a visitação é gratuita. Outras informações: (85) 3488.8611
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* SIARÁ HALL

Marisa Monte
Dias: 05 e 06 de janeiro de 2007

Zé Ramalho, Alceu Valença e Cacau Brasil
Dia : 13 de janeiro de 2007

Nos embalos da jovem guarda
Dia :27 de janeiro de 2007
Atrações : The fevers, Os vips, Renato e seus blue caps, Golden Boys
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*VERÃO VIDA & ARTE

DIAS 26 E 27 DE JANEIRO DE 2007
http://www.veraovidaearte.com.br/2007/

Atrações : Ása de águia , Aviões do forró, Babado Novo , Cidade negra, Ivete Sangalo, O Rappa, Skank , Solteirões do Forró
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05 dezembro 2006

mais aventuras....

01 dezembro 2006

Imagens e sons por onde andei.....( Juazeiro do Norte e Crato )
Mester Aldenir
Meninas cantando benditos no caminho do Santo Sepulcro
Altar da Igreja Matriz Juazeiro do Norte
Banda Cabaçal

20 novembro 2006

Fui ali e volto já.......

30 outubro 2006




17 a 25 de novembro de 2006

Durante os nove dias de Mostra Sesc Cariri de Cultura é assim: quando o sol começa a baixar, e o calor a dar trégua, é hora de ir para a rua, ou melhor, para a praça. Lá, grupos de reisados, bandas cabaçais, maneiro pau, guerreiros, congadas, pastoris se reúnem, na Mostra de Tradição Popular. Este ano, serão mais de 30 grupos, que se apresentam, a partir das 16 horas, na Praça da Sé, no Crato, e no Terreiro de Mestra Margarida, em Juazeiro.

Confira a programação da Mostra de Tradição Popular

Praça da Sé - Crato
Dia 17 – 19h (Abertura)Lapinha de Zulene Galdino (Crato)Reisado de Nossa Senhora das Dores – Mestre Mosquito (Juazeiro do Norte)Banda Cabaçal da Bela Vista – Mestre Pedro Elias (Barbalha)
Dia 18 – 16hManeiro Pau do Mestre Cirilo (Crato)Reisado de Couro – Mestre Zé Gonçalo (Barbalha)Reisado de Nossa Senhora de Fátima – Mestra Fátima (Juazeiro do Norte)
Dia 19 – 16hManeiro Pau do Farias – Mestre Zé Antônio (Barbalha)Reisado Discípulos de Mestre Pedro – Mestre Antônio (Juazeiro do Norte)Banda Cabaçal de Santo Antônio – Mestre Chico (Juazeiro do Norte)
Dia 20 – 16h (Cortejo)Reisado Mirim Estrela Guia – Mestra Lúcia (Juazeiro do Norte)Reisado de São Sebastião – Mestre Sebastião (Juazeiro do Norte)Banda Cabaçal do Barro Branco – Mestre Bidú (Crato)
Dia 21 – 16hGuerreiro Joana D’ark – Mestra Margarida (Juazeiro do Norte) - FOTO


Banda Cabaçal Padre Cícero – Mestre Miguel (Juazeiro do Norte)Caretas de Potengi – Mestre Francisco (Potengi)
Dia 22 – 16hReisado Feminino de Mestre Aldenir (Crato)Banda Cabaçal São João Batista – Mestre João Bosco (Juazeiro do Norte)Reisado Sagrado Coração de Jesus – Mestre Tico (Juazeiro do Norte)
Dia 23 – 16hCongada – Dona Zacarias (Milagres)Banda Cabaçal Santo Expedito (Juazeiro do Norte)Reisado de Mestre Aldenir (Crato)
Dia 24 – 16hReisado de Dedé de Luna – Mestra Mazé (Crato)Reisado do Manoel de Messias – Mestre Cicinho (Juazeiro do Norte)Brincantes do Cordão do Caroá - (Fortaleza)
Dia 25 – 18hPastoril da Mestra Galiléia (Iguatu)Reisado do Franciscano (Caririaçu)

Terreiro de Mestra Margarida - Juazeiro do Norte
Dia 20 - 16hReisado de Mestre Aldenir (Crato)
Dia 21 - 16h (Cortejo)Brincantes do Cordão do Caroá (Fortaleza)
Dia 22 - 16hLapinha de Dorinha do Horto - Mestre Dorinha (Juazeiro do Norte)

Dia 23 - 16hManeiro Pau do Mestre Bigode (Juazeiro do Norte)

Dia 23 - 16hManeiro Pau do Mestre Bigode (Juazeiro do Norte)
Dia 24 - 16hCoco das Mulheres da Batateira - Dona Edite (Crato)
Dia 25 - 15hReisado dos Irmãos - Mestre AntônioBanda Cabaçal dos Irmãos Aniceto

27 outubro 2006

Arte pelos sulcos

Cerca de 160 obras de importantes artistas gráficos brasileiros, como Maria Bonomi, Oswaldo Goeldi e Sérvulo Esmeraldo são exibidas no Museu de Arte Contemporânea do Dragão do Mar. A mostra integra a II Bienal Internacional Ceará de Gravura
O Museu de Arte Contemporânea do Dragão do Mar exibe, a partir do dia 26 de outubro, quinta-feira, às 19h, cerca de 160 gravuras de artistas plásticos de diferentes regiões do país. Os trabalhos integram a II Bienal Internacional Ceará de Gravura e estão organizados em quatro mostras: Gravura Contemporânea Brasileira, Expressionismo na Obra de Oswaldo Goeldi, A Obra Gráfica de Sérvulo Esmeraldo e Sala Maria Bonomi . O evento é promovido pela Associação dos Artistas Plásticos Profissionais do Ceará, com patrocínio do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura (Secult), e tem por objetivo a bordar e difundir a linguagem da gravura em suas amplas manifestações artísticas.
Gravura Contemporânea Brasileira t raz uma seleção da instigante produção artística atual guardada em acervo do MAC. Com curadoria de Ricardo Resende, a mostra questiona os limites desta arte gráfica nos seus desdobramentos na contemporaneidade e apresenta alguns dos artistas que se destacam nesse meio “popular” de expressão, como Regina Silveira, Claudio Murabac, Eduardo Eloy, entre outros de igual importância para a compreensão da gravura produzida no país
A segunda mostra que recebe destaque no Museu de Arte Contemporânea, Expressionismo na Obra de Oswaldo Goeldi, revela a contribuição deste artista moderno para a linguagem gráfica no país. Os 40 trabalhos de sua autoria que entram em cartaz no MAC pela Bienal mostram a sua capacidade para traduzir, com profundidade, a solidão humana através do mínimo uso de incisão sobre madeira e da economia de cores. O resultado de sua obra pode ser vista em imagens de forte expressão e dramaticidade que retratam seres anônimos perambulando pela cidade do Rio de Janeiro durante a década de 1930.
Sérvulo Esmeraldo, cearense, e Maria Bonomi, italiana de nascimento e brasileira por opção, também emprestam seus talentos gráficos à II Bienal da Gravura no Ceará. Três salas do Museu são dedicadas às 50 obras dos artistas. O trabalho de Sérvulo revela seu peculiar processo de criação que une uma figuração expressionista ao gênero totalmente geométrico dos anos 70. Já em Bonomi, as obras mostram a renovação da linguagem e conceito contemporâneo de gravura através da construção de grande matrizes gráficas.
Mostra Paralela O Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura recebe também no dia 26 de outubro, através do projeto Artista Invasor, a poética da Artista Cláudia Sampaio na instalação CONFISSÕES. A artista traz para dentro de um cubo branco recortes das suas experimentações. A instalação é revelada em contínua metamorfose e construção, revelando-se a cada interferência um novo trabalho, um novo acréscimo, uma nova leitura de uma sintaxe de vida.
Serviço: II Bienal Internacional Ceará de Gravura - Cerca de 160 gravuras de artistas plásticos brasileiros são exibidas no Museu de Arte Contemporânea. Artista Invasor - A artista plástica Cláudia Sampaio participa do projeto com a instalação confissões. As mostras ficam em cartaz de 26 de outubro a 7 de janeiro. Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 14h às 22h. Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia). Aos domingos a entrada é grátis. Informações: 3488.8600

I Campeonato Paraolímpico Escolar Brasileiro
Provas acontecerão dias 26 e 27 de outubro, na Unifor

De 24 a 27 de outubro, será realizado em Fortaleza o I Campeonato Paraolímpico Escolar Brasileiro de Atletismo e Natação, uma realização do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), em parceria com Ministério do Esporte e apoio da Secretaria de Esporte e Juventude do Estado do Ceará (Sejuv) e da Universidade de Fortaleza (Unifor). A competição visa promover uma ampla mobilização da juventude brasileira com deficiência em torno do esporte e será um dos primeiros resultados do projeto Paraolímpicos do Futuro, lançado pelo CPB para incentivar a prática de atividades esportivas entre crianças e jovens com deficiência na escola.
De acordo com o coordenador de esporte escolar do CPB, Vanilton Senatore, o campeonato será o primeiro evento organizado pelo Comitê Paraolímpico destinado a estudantes com deficiência, que competirão sob as regras oficiais das modalidades oferecidas. “Neste ano, estamos trabalhando com dois projetos que se complementam: o Paraolímpicos do Futuro, que levará o conhecimento e a prática do esporte paraolímpico para dentro das escolas, e o Brasileiro Paraolímpico Escolar, que servirá como um termômetro de tudo o que foi aprendido pelos alunos”, explica Senatore. O campeonato é aberto a todos os estados da federação e cada um deles tem 24 atletas inscritos, sendo 12 para natação e 12 para atletismo. As despesas de alimentação e hospedagem estão a cargo do Comitê Paraolímpico Brasileiro. A Unifor recebe o I Campeonato Paraolímpico Escolar Brasileiro de Atletismo e Natação, colocando o Nordeste mais uma vez no mapa do atletismo nacional. Para o Chefe da Divisão de Atividades Desportivas da Unifor, professor Carlos Augusto, este é um momento histórico, já que o Estádio de Atletismo da Unifor sediará uma competição que acontece pela primeira vez no Brasil e na América do Sul. “É uma satisfação muito grande receber atletas paraolímpicos de todo o país, nesse momento muito especial e significativo para o esporte nacional.
Mais informações no site http://www.cpb.org.br/

Prêmio Unifor de Literatura 2006
Cultivo e valorização da poesia

Lançado no dia 17 de outubro, durante o Mundo Unifor, o concurso Prêmio Unifor de Literatura, que premia autores de textos inéditos, está com inscrições abertas até o dia 30 de novembro. A iniciativa tem como objetivo incentivar a criação literária como forma de promoção do hábito de leitura e divulgar novos escritores no seio da sociedade através da publicação de suas obras. O concurso é dividido em duas áreas: Obra Inédita, que terá como prêmio uma viagem a Washington para visitar a Biblioteca Nacional do Congresso Americano; e Trabalhos Inéditos, cuja premiação será, para o autor classificado em 1º lugar, uma viagem ao Rio de Janeiro para visitar a Biblioteca Nacional e, para os autores classificados entre o 2º e o 30º, lugar a publicação de seus trabalhos em uma coletânea.
As inscrições podem ser efetuadas na Vice-Reitoria de Extensão da Universidade de Fortaleza, Av. Washington Soares, 1321, Bairro Edson Queiroz – Fortaleza/CE, CEP: 60811-391. As inscrições também poderão ser feitas pelo correio. Mais informações pelo telefone 3477.3373

24 outubro 2006


FAROL DO MUCURIPE
O Farol do Mucuripe foi construído em 1840 e fica próximo ao Cais do Porto, que tem o mesmo nome. Foi desativado e conservado, servindo de sede ao Museu do Jangadeiro ou Museu de Fortaleza.
Museu do Jangadeiro Construído em 1840, o Farol Velho foi desativado há muito tempo e restaurado pela primeira vez em 1982 para sediar o Museu do Jangadeiro. É um monumento que relembra os tempos da colonização, quando muitos navegadores portugueses e espanhóis aportaram em nossas praias.
Segundo os historiadores, foi na Ponta do Mucuripe que o espanhol Vicente Pinzon aportou em fevereiro de 1500, antes da chegada de Pedro Álvares Cabral. O Farol do Mucuripe tem um passado importante no período da colonização. Em 1981, as ruínas de um antigo forte de quase 200 anos foram descobertas atrás do farol. Acredita-se que pertençam ao Forte São Luiz, construído em 1801, no governo de Bernardo Manuel de Vasconcelos, primeiro governador do Ceará, depois que a província tornou-se independente de Pernambuco. A descoberta das ruínas teve um significativo valor histórico, uma vez que o Forte São Luiz é considerado, pelos historiadores, como a segunda mais antiga edificação do Ceará.
O espaço da Cobertura que serve como mirante, com acesso por uma escada em forma helicoidal, também foi reformado. Vale a pena fazer um esforço de subir os 90 degraus de escada que levam ao topo do farol, pois lá em cima se pode contemplar toda a beleza paisagística da orla marítima. O acesso ao Farol Velho foi melhorado com o asfaltamento e drenagem realizados em sua volta. Com a reforma o equipamento passou a fazer parte do patrimônio da Emcetur. Inaugurado como museu em 1990, tem em foco a história de Fortaleza. Seu acervo reúne reproduções de desenhos, pinturas, fotografias, plantas, maquetes, trechos de romances e relatos de visitantes, que registram épocas que vão do período colonial (com a presença dos holandeses e portugueses na região), até os dias de hoje. Organizam exposições temporárias sobre o tema, mostrando os principais monumentos e acontecimentos que marcaram a cidade, além de seu desenvolvimento até a época atual. No espaço do museu, às quartas das 14 às 18 horas e sábados das 8 às 12 horas, é realizado um passeio com guia até a Estação Eólica de Fortaleza, onde são apresentados vídeos, com a história e evolução dessa estação - a energia eólica gerada pelos quatro cata-ventos é suficiente para abastecer cerca de 3 mil casas.
LUPE DUAILIBI
18:30 – Praça Mestre Pedro Boca Rica - Teatro José de Alencar
Lupe Duailibi canta Cássia Eller

Poucas mulheres a viver no concorrido mercado da música da noite em Fortaleza. Ela consegue misturar doçura e agressividade, leveza e intensidade. Passeia por tons graves e agudos como quem brinca com a própria voz. Sua música está entre o Pop e a MPB. Lupe se encontra em fase de divulgação do cd “Lupe Acústico – O Vermelho.”, com quatro composições dela, duas regravações e a nova geração de compositoras cearenses. O cd vem com algumas belas baladas e todo o swing do violão de Lupe, que agora trás sua identidade musical bem definida, algo assim como um harmonioso mosaico da influência sofrida por Marisa Monte, Ana Carolina, Adriana Calcanhoto e Cássia Eller.
Gratuito

09 outubro 2006

CEARÁ MUSIC
12, 13 e 14 de Outubro

Acessem o link e vejam o maior festival de pop rock

http://www.cearamusic.com.br/index.asp



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02 outubro 2006

ESTORIL
A construção do prédio inicialmente chamado Vila Morena, pelos idos de 1920, representou a conclusão do sonho do coronel pernambucano José Magalhães Porto. Décadas depois, durante a Segunda Guerra Mundial, os oficiais americanos transformaram o casarão num cassino. Na época, o local tornou-se o reduto das atrevidas Coca-Colas, moças da sociedade local, de famílias tradicionais cearenses, lindas, elegantes, vistosas e educadas, que tinham coragem de enfrentar as críticas e condenações da época, assumindo a soldadesca "invasora".
As Coca-Colas surgiram com a chegada dos soldados americanos que aqui instalaram uma base aérea, por volta de 1940. Melhor dizendo, foram conseqüência da permanência daqueles militares em Fortaleza. O epíteto "Coca-Colas" surgiu do fato delas terem o privilégio de tomar o famoso refrigerante americano que, na ocasião, somente era visto nas telas do cinema. Com o fim da guerra, já com o nome de Estoril, recebido após a primeira reforma em 1948, o local passou a ser ponto de encontro de representantes de diversas correntes ideológicas. Em 1952, passou para as mãos de Zé Pequeno, que durante 40 anos foi anfitrião da intelectualidade cearense. Devido a essa característica, foi alvo de diversas "batidas" policiais durante o período de ditadura militar. Patrimônio afetivo da cidade, foi comprado da família Porto em 1992 pela Prefeitura de Fortaleza, reformado e transformado em Centro Cultural da Praia. Lá já aconteceram seminários, oficinas, cursos, exposições, shows e lançamentos literários. Localizado na Praia de Iracema, bairro preferido pela boemia, o Estoril fica bem próximo à Ponte Metálica.
Em suas redondezas encontra-se uma grande variedade de restaurantes e bares instalados em casas e edificações antigas. Alia-se a tudo isso o charme e bucolismo das ruas estreitas que o cercam, relembrando o passado e, principalmente, atraindo os turistas com sua programação sócio-cultural.

28 setembro 2006

Cia de Teatro Lua estréia AS ANJAS no teatro SESC Emiliano Queiroz

Depois do sucesso de As Bondosas, a Cia. de Teatro Lua vem com "As Anjas" inquietar o público e tudo


Seis mulheres e um segredo. No passado, Afonsina, Constança, Eulália, Amélia, Deise e Angelina formaram um grupo secreto que ficou conhecido como “As Anjas”. Unidas em torno de um objetivo comum, curtir a liberdade a qualquer custo, o grupo teve a carreira encerrada prematuramente por um terrível acontecimento. Hoje, vinte e cinco anos depois, em uma casa abandonada, “As Anjas” serão reunidas novamente por um misterioso anfitrião, um fantasma do passado que voltou para acertar as contas definitivamente. O reencontro traz à tona antigos medos, emoções e conflitos. Cara a cara com seus erros e pecados, “As Anjas” terão que escolher entre a culpa que carregam e a própria vida. Uma história sobre crime e castigo, medo e arrependimento; sobre como nossas escolhas podem determinar o nosso destino... ou a ausência dele.


Na verdade, o que importa não é bem o segredo que elas carregaram por vinte e cinco anos, mas o que esse peso (culpa) fez com elas. Mais uma vez, a Cia de Teatro Lua vai buscar no existencialismo a base filosófica de sua estética “claustrófoba”. Os personagens não estão presos apenas na casa misteriosa, mas em si mesmos, na culpa que carregam e com a qual não conseguem lidar. Todo o esforço d’”As Anjas” para fugir da conseqüência de seus atos é jogado por terra em face das outras. Do ponto de vista técnico, o cenário, a luz e o figurino contribuem para essa atmosfera de aprisionamento, sem, no entanto, sacrificar a comédia, que se impõe desde a primeira cena. As Anjas

FICHA TÉCNICA

Texto e Direção: Ueliton Rocon Elenco: Marconi Basílio, Alcântara Costa, Roberto Maur, Lucas Sancho, Potyguara Alencar e Mirelle Freitas

Figurinos e Adereços: Cristina Fontenele

Sonoplastia e Cenário: Ueliton Rocon Operação de Som: Daniela de Lavor, Jerusa Nascimento

Iluminação: Valdeci Bezerra

Operação de Luz: Jorge Luis Viana, Valdeci Bezerra, Ueliton Rocon

Execução do Cenário: Majela Neto, Valdeci Bezerra, Elzie Neyle Maquiagem,

Contra-regragem e Assistência de Produção: Cia Lua

Programação Visual: Lucas Sancho

Vídeo: Francisco Alves

Fotos: Sidney Malveira

Produção Executiva: Ueliton Rocon, Roberto Maur e Lucas Sancho

Uma produção da Cia de Teatro Lua, dirigida por Ueliton Rocon

Teatro SESC Emiliano Queiroz Av. Duque de Caxias, 1701 - Centro de Fortaleza

temporada segue nas sextas-feiras até 17 de novembro, sempre às 20h , info: (85)9627-8229, 3226-4597 e 3452-9000 (teatro)

26 setembro 2006

70 anos do Maracatu Az de Ouro
Teatro José de Alencar
20:00 - Palco Principal
Ceará em Cena
O Az de Ouro foi fundado em 1936 pelo tecelão cearense Raimundo Alves Feitosa. “Boca Aberta”, como era conhecido, voltou de Recife – onde trabalhara por três anos – com a idéia de criar o seu próprio maracatu. No Carnaval de 1937, em Fortaleza, o Az de Ouro desfilaria na avenida Domingos Olímpio com 42 participantes, usando adereços de morim e renda, costurados pela irmã de Feitosa e pelo alfaiate, e também fundador, Raimundo Nêgo. Durante décadas, o grupo Az de Ouro saiu apenas com homens. Dessa forma, os homens, não obstante o preconceito, travestiam-se para representar personagens femininos. Atualmente, homens e mulheres participam dos desfiles.
Gratuito

18 setembro 2006

AÇUDE DO CEDRO
O açude do Cedro é o mais antigo do Brasil. Sua construção foi iniciada por D. Pedro II em 1873 sendo inaugurado somente em 1906 pelo presidente Afonso Pena. O reservatório é tombado como patrimônio histórico da humanidade. Tem capacidade para 125.694.200 m3 com uma profundidade máxima de 16 metros e uma bacia hidrográfica de 210 km2. Além da parede do açude feita artesanalmente, no local, pode ser apreciada a pedra da Galinha Choca que tem o formato parecido com a ave. No Cedro, aventureiros costumam praticar rappel e fazer trilhas pelas Pedras, inclusive até o topo da Galinha Choca.
O sofrimento dos nordestinos na terrível seca de 1877 sensibilizou o Imperador Pedro II que resolveu elaborar um programa que não fosse de caráter emergencial, visando combater os efeitos das grandes estiagens. A opção lógica foi a construção de açudes para armazenar a maior quantidade de água possível e implantar um sistema de irrigação eficiente. O engenheiro Antonio Lacasse Cunha, escolheu o Boqueirão do Cedro, indicado pelo quixadaense José Jucá de Queiroz Lima, como local para a construção do primeiro açude público do Brasil . Dr. Jules Jean Revy, engenheiro inglês, foi encarregado da construção que teve início em 1884. Trabalharam ainda na construção de obras os engenheiros: Urico Mursa, José Bento da Cunha Figueiredo e Bernardo Piquet Carneiro que concluiu a barragem e os canais de irrigação. Durante 22 anos que durou a construção do Açude do Cedro, houve 09 secas. Em 1906, ano da conclusão da barragem, a obra foi visitada pelo Presidente da República Dr. Afonso Pena, que considerou exorbitante a importância de 4.650.895.000 gastos na obra . Visitaram o Açude do Cedro, ainda como Presidente do país, Dr. Washington Luiz e Getúlio Vargas.















11 setembro 2006

JUAZEIRO DO NORTE
A 600 Km de Fortaleza fica Juazeiro do Norte, cidade do Padre Cícero Romão (o padim Ciço)plantada em pleno Cariri.Juazeiro do Norte é a segunda maior cidade do Ceará só perdendo para Fortaleza. Em 1872 era apenas um arraial com algumas poucas casas de tijolo e uma rústica capela. No dia 11 de Abril daquele ano, cavalgando num jumento, como um nazareno sertanejo, o Padre Cícero Romão Batista entrou em Juazeiro e, deste dia em diante, nem Juazeiro e nem o seminarista seriam o mesmo.

Segundo dados da prefeitura local- que admite não ter um controle absoluto sobre o número de pessoas que visitam a cidade anualmente- em um ano aproximadamente dois milhões de romeiros visitaram o túmulo de padre Cícero.
Juazeiro vive à sombra do romeiro. Suas indústrias,prédios modernos, progresso e até um estádio de futebol (o Romeirão) estão intrinsecamente ligados à presença do romeiro.
O artesanato é uma das maiores atividades de Juazeiro. Fazem-se imagens do padre em diversos tamanhos, desde miniaturas até o tamanho natural. Graças ao padre Cícero é que existe trabalho para muita gente da região.
A grandiosidade do milagreiro
Como a cidade respira a imagem do mito, as atrações e pontos turísticos de Juazeiro são homenagens ao santo. Para começar o seu tour pela cidade, visite a Estátua do Padre Cícero na Serra do Horto. Ela é a terceira maior obra de concreto do mundo, com 27 m de altura, só ficando atrás da Estátua da Liberdade, em New York e do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Construída em 1969 pelo artista plástico Armando Lacerda, ela foi erguida no local onde o "Padim" gostava de fazer retiros espirituais.
Resquícios do padre Cícero
Depois de visitar a gigantesca reprodução do padre, conheça o último lugar onde ele morou e que se transformou no Museu do Padre Cícero (88 511-2876). Aqui, estão guardadas e expostas as batinas, oratórios, imagens sacras, chapéus, óculos, livros e muitos objetos do padre. E, para saber mais sobre este nordestino que trouxe a fé para o nordeste, nada melhor do que uma visita ao Memorial do Padre Cícero (88 512-5219/512-2240), onde você encontra uma biblioteca, fotos de época e assiste a seminários sobre a vida do "Padim".
As imagens da cura
Se você acha toda essa adoração pelo padre um pouco de exagero, é porque ainda não conhece a Casa dos Milagres, na Praça do Socorro, a prova real das curas e da devoção. Nela, estão centenas de agradecimentos por graças alcançadas, representadas através de membros em gesso, como pés, pernas e braços, significando o local onde se deu o milagre da cura através da fé no santo. De lá, prepare seu fôlego e siga para a Colina do Horto. Para chegar nesta réplica nordestina do santo sepulcro de Jerusalém, você terá de fazer uma caminhada de 2 km.
Depois da peregrinação, mais um pouco de religiosidade, agora na bela Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores (88 511-2202), com fachada azul e branca. Ela é o "point" dos beatos e o centro de todas as romarias que acontecem na cidade, chegando a receber 2 milhões de fiéis por ano. No altar, você encontra a imagem de N. S. das Dores que o padre Cícero mandou trazer da França.

Um santo de muitos altares
Outra parada obrigatória nesta viagem pela devoção é a Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, construída em 1908, na Praça do Socorro. Aqui, está sepultado o corpo de Padre Cícero, motivo das missas diárias em sua homenagem e outro grande ponto de concentração de romeiros e devotos, que se vestem de preto a cada dia 20, todos os meses, pois o santo morreu neste dia.
Em Juazeiro, nada se compara à grandiosidade dos santuários. O mais curioso é o de São Francisco (88 511-1332), todo em rosa choque. Construído na década de 50 e com a decoração da época, ele abriga 30 mil pessoas e é considerado o maior conjunto religioso do norte e nordeste. O outro santuário é o do Sagrado Coração de Jesus (88 511-2518), em estilo neoclássico.

A santa ceia dos romeiros e visitantes
Entre uma igreja e um templo, pare para uma romaria gastronômica. Para não errar, prefira um restaurante que sirva comida variada, como o Restô Jardim (88 532-1495), que serve um delicioso filé ao molho de vinho, com arroz, batatas e salada. Outra opção é o Cheiro Verde (88 511-2643), que oferece desde uma suculenta lagosta até um básico filé grelhado com molho madeira. Para os que não conseguirem resistir a comida regional de Juazeiro o restaurante Capote, na Rua José Capote dos Santos, 83 é um parque de diversões culinário.
Compras sagradas
Depois da sua santa ceia na cidade da fé, a hora é de comprar lembranças de Juazeiro. Aqui, o comércio de objetos religiosos é o que move a economia local. Não deixe de pedir para embrulharem os terços, fitas, velas, imagens de vários santos e principalmente as do Padre Cícero, as mais procuradas. Isso tudo sem falar no artesanato rico em couro, cestarias e utensílios de madeira. Eles estão no Mercado Central, na Rua São Paulo e no Núcleo de Arte Popular Mestre Noza (88/512-3773), que vende irresistíveis roupas de couro, esculturas e cerâmicas. Outra boa pedida é procurar a literatura de cordel na Rua Santa Luzia, 263.
Este oásis religioso do nordeste, situado no Vale do Cariri, se transformou na maior cidade do interior cearense tendo o menor município do Estado. Juazeiro, que significa "fruto de espinho" e também dá nome a uma árvore tipicamente nordestina, é a mais nítida expressão da devoção do povo brasileiro. Aqui, a religiosidade parece se revelar com o sofrimento proveniente da pobreza. A humildade acentua a fé e perpetua os poderes do padre. Para este povo acostumado aos sacrifícios e orgulhosos da devoção extremada, a cidade é santuário, confessionário, templo e altar do milagreiro, o padre Cícero, o santo eleito pelo povo e para o povo.