As cidades de Russas e Limoeiro do Norte, no Vale do Jaguaribe estão integradas em torno do II Encontro Mestres do Mundo, quando mestres da cultura dos quatro continentes do mundo se reunem, apresentando os saberes nas artes dos sons, oralidade, sagrado, corpo, mãos e sabores.Tendo como tema central “O Ciclo do Couro”, o evento foi aberto nessa segunda-feira, dia 27, na cidade de Russas e dia 28, terça-feira, em Limoeiro do Norte.
Para encerrar a programação, o som dos Mestres da Guitarrada sacudiram o público. O grupo de Belém do Pará promoveu um espetáculo com ritmos que misturam Choro, Carimbó, Merengue e Maxixe.
Segundo Oswald Barroso, Coordenador Geral do Evento, “o importante é que muitos saberes estão reunidos aqui e as pessoas estão muito entrosadas. A gente vê que o Encontro está crescendo e a tendência é que ele se organize, inclusive durante o resto do ano, e que a gente tenha uma continuidade. A idéia é que essa atividade seja permanente. Outro aspecto positivo é a de que os prefeitos da região estão envolvidos, abraçaram a idéia e a perspectiva é muito forte para a continuidade desse trabalho com a cultura popular tradicional”, declara.
Em Russas, a programação prossegue até o dia 1º, com seminários, debates, rodas de mestres dos sons, da oralidade e do sagrado. O evento encerra-se com a diplomação de 12 novos mestres, em solenidade que conta, ainda, com apresentações de teatro de boneco, Boi do Beija-Flor, Cordão do Coroá e shows com Renato Teixeira, de São Paulo, e Luizinho Calixto, de Fortaleza.
Em Limoeiro do Norte, o II Encontro Mestres do Mundo prossegue até domingo, dia 2 e será encerrado também com show de Renato Teixeira e Luizinho Calixto.
Nesta segunda edição, o Encontro reúne mais de 900 artistas de 4 continentes do mundo, tendo como países representados Índia, Peru, Cabo Verde e Argentina, além de vários estados brasileiros. O evento é composto por três momentos: manhã, tarde e noite, permeados por palestras, oficinas e rodas com os mestres, exposições temáticas, diversas apresentações artísticas e shows, além das feiras de comidas típicas e artesanatos.
O período da manhã é destinado à realização de seminários e debates com pesquisadores da cultura popular; as tardes estão reservadas para as Rodas de Mestres, onde os mestres locais, regionais, nacionais e mundiais trocam experiências sobre suas tradições e vivências. À noite, acontecem as apresentações dos mestres, nos palcos instalados nas praças principais dos centros de Limoeiro e Russas. As praças transformam-se em grandes palcos para shows, oficinas, feiras gastronômicas, cortejos e performances em geral.
O II Encontro Mestres do Mundo faz parte dos eventos estruturantes organizados pela Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), com o objetivo de dotar as macrorregiões do Estado de uma estrutura de desenvolvimento cultural e local, contribuindo com o aprimoramento das linguagens artísticas e com a organização dos setores produtivos da cultura.
Primeiro Estado do Brasil e reconhecer e apoiar oficialmente seus Mestres da Cultura, o Ceará conta com 24 mestres (3 falecidos) nas categorias da cerâmica em barro, congada, maneiro-pau, reisado, música, penitente, reisado de couro, vaqueira e aboiadeira, danças do Coco e São Gonçalo, bumba-meu-boi, dramas, rabequeiros, rede de travessa, teatro de bonecos e diversas atividades nas artes do couro, cerâmica, madeira e jangadas. No sábado, dia 01 de julho, outros 12 novos Mestres da Cultura serão diplomados, totalizando 33 Mestres da Cultura.
Ciclo do Couro
A pecuária é uma atividade universal, responsável pelo desenvolvimento de vários países e regiões. No Ceará, o Ciclo do Couro fundou não apenas uma civilização, mas toda uma cultura, sendo responsável pelo desenvolvimento local, assim como de toda a região Nordeste.
É exatamente essa complexidade gerada pelo ciclo da pecuária no Ceará que fundamenta a adequação do tema ao II Encontro Mestres do Mundo, trazendo a chamada civilização do couro como foco, promovendo a troca de experiências nos mais diversos campos dos saberes.





Formado no ano de 1986 por Mestre Zeca Afonso, o grupo se dedica exclusivamente à prática do samba chula tradicional de São Francisco do Conde-BA, sendo um dos grupos mais antigos que existem na região, que valoriza principalmente o canto da chula e do relativo em duplas de cantadores e o toque e a viola machete, instrumento tradicional do recôncavo e quase extinta. 











Nome :














